Contou como Débora Falabella, Danton Mello, Osmar Prado, Eriberto Leão, Vanessa Giácomo, Bruno Gagliasso, Ísis Valverde e Patrícia Pillar nos papeis principais.
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[editar] Enredo
Monarquistas e republicanos se defrontam em Araruna, pequena cidade do interior paulista, em 1887, um ano antes da promulgação da Lei Áurea. A novela retrata a história de amor da bela e rica Sinhá Moça - filha do escravocrata Coronel Ferreira, o Barão de Araruna, e da doce e submissa Cândida - , com o jovem advogado abolicionista Dr. Rodolfo Fontes - filho de Dr. Fontes, e da dona de casa Inez. Juntos, eles enfrentam as dificuldades na campanha para a abolição dos escravos.A novela começa em 1878, com Sinhá Moça aos 10 anos de idade. Ela está junto de Rafael, um escravo mestiço de olhos verdes e seu grande amigo de infância. Eles testemunham a morte de um escravo idoso, chamado Pai José, bisavô de Rafael e avô de sua mãe Maria das Dores. Pai José é chicoteado no tronco pelo feitor Bruno, a mando do Barão de Araruna. Mesmo criança, Sinhá Moça já enfrenta o pai e, com a ajuda de Rafael, com 12 anos, desamarram Pai José, que morre nos braços das duas crianças. Antes, o velho negro revela a Rafael que ele é filho do Coronel Ferreira (o futuro Barão de Araruna). Essa revelação deixa o garoto abalado, pois ele já gosta de Sinhá Moça como homem. Por sorte, a menina não ouve essa conversa, sequer desconfia que ele é seu meio-irmão.
Rafael vai falar com a mãe, a escrava Maria das Dores, que pede que o filho guarde segredo; nem o Barão tem conhecimento de sua paternidade. O Barão de Araruna - à época ainda conhecido por Coronel Ferreira - acredita que Rafael é filho de seu primo-irmão Aristides, amante de Maria das Dores. A mucama se deitara com o Barão uma única vez e à força. Mesmo grávida, continuara a se deitar com Aristides, mas logo revelou a ele o que havia acontecido. Aristides, ciente de tudo, quis comprar Maria das Dores, mas seu primo-irmão, o Coronel Ferreira, não deixou que a negra fosse vendida. Durante alguns anos, Das Dores e Rafael continuam apanhando e sofrendo nas mãos dos feitores. Rafael, então, jura vingança contra o Barão. Anos depois, porém, Maria das Dores e seu filho são vendidos a um homem bom, que os leva para a capital paulista. Tempos depois, com a morte de Aristides, Maria das Dores irá herdar uma casa e um bom dinheiro, suficiente para comprar sua liberdade e a de seu filho Rafael.
Sinhá Moça chora muito com a despedida de Rafael e vai se consolar com Bá, uma escrava que a amamentou bebê, e que teve seu filho roubado pelo coronel assim que a criança nasceu, por pura maldade dele. Bá transferiu seu amor pelo filho roubado a ela, e a trata muito bem, e não guarda ódio do Coronel e o perdoou, e espera um dia reencontrar seu filho.
Nove anos se passam e chega o ano de 1887. Sinhá Moça é, agora, uma bela e culta donzela, que estuda no ensino secundário, a fim de se formar no curso normal, para dar aulas ao primário de Araruna. Ela mora num pensionato com as amigas há 4 anos, contra a vontade do pai, que achava que ela devia se casar cedo e ter muitos filhos homens para administrarem a fazenda. Sua mãe, porém, conseguiu se impor, acreditando na importância do estudo para a vida de uma mulher.
Assim que seus estudos terminam, Sinhá Moça volta a Araruna. Na viagem de trem, ela conhece Rodolfo, um rapaz interessante mas que também a aborrece, principalmente quando conversam sobre Abolicionismo. Rodolfo disfarça suas ideias avançadas, por acreditar que a moça, filha de Barão, certamente deve ser monarquista e escravocrata. Grande engano. Sinhá Moça também é abolicionista e critica as atitudes do pai, o Barão de Araruna.
Mesmo mentindo, Rodolfo consegue causar uma grande impressão em Sinhá Moça. Com o tempo, ela irá se apaixonar por ele e viverão um grande amor, sempre escondido do pai dela. Principalmente quando o Barão descobre que Rodolfo é abolicionista, e mentiu o tempo todo apenas para se aproximar de sua filha.
Sinhá Moça e Rodolfo, junto de outros defensores da liberdade, invadem senzalas à noite e libertam os negros, entregando-os às associações abolicionistas, que os orientam rumo à nova vida. Isso causa comentários na cidade de Araruna, perante os austeros fazendeiros, liderados pelo cruel Barão.
Do outro lado da história está Dimas (que na verdade é o menino Rafael, ex-escravo alforriado), que volta a Araruna, muito poderoso, querendo vingança, com sua obstinada luta para destruir o Barão.
Antes de ser vendido pelo Barão, Dimas/Rafael foi o grande companheiro de infância de Sinhá Moça. Depois de alforriado, assumiu o nome de Dimas, e se tornou o braço direito de Augusto, um jornalista íntegro e abolicionista convicto. Apaixonada por Dimas está Juliana, neta do jornalista. Juliana e ele viverão um grande amor, e ambos, juntos com Sinhá Moça e Rodolfo, moverão céus e terras para destruir o Barão e prender todos os donos de escravos. Fundam uma sociedade abolicionista, e ajudam escravos fugitivos.
[editar] Elenco
| Ator | Personagem |
|---|---|
| Débora Falabella | Sinhá Moça (Maria das Graças Ferreira Fontes) |
| Danton Mello | Rodolfo Garcia Fontes |
| Osmar Prado | Coronel José Ferreira (Barão de Araruna) |
| Patrícia Pillar | Cândida Ferreira (Baronesa de Araruna) |
| Caio Blat | Mário |
| Vanessa Giácomo | Juliana |
| Bruno Gagliasso | Ricardo Garcia Fontes |
| Ísis Valverde | Ana do Véu (Ana Luísa Maria Teixeira) |
| Eriberto Leão | Dimas (Rafael) |
| Humberto Martins | Feitor Bruno |
| Reginaldo Faria | Dr. Geraldo Fontes |
| Carlos Vereza | Augusto |
| Oscar Magrini | Manoel Teixeira |
| José Augusto Branco | Dr. João Amorim |
| Zezé Motta | Bá (Virgínia) |
| Alexandre Moreno | Justino |
| Maurício Gonçalves | Capitão-do-Mato (Justo Filho) |
| Alexandre Rodrigues | Bentinho |
| Sérgio Menezes | Fulgêncio |
| Othon Bastos | Coutinho |
| Elias Gleiser | Frei José |
| John Herbert | Viriato |
| Edwin Luisi | Antônio Pereira Martinho |
| Lu Grimaldi | Inez Garcia Fontes |
| Jackson Antunes | Delegado Antero |
| Gésio Amadeu | Justo |
| Gisele Fróes | Nina Teixeira |
| Cláudio Galvan | Bobó |
| Celso Frateschi | Inácio |
| Cris Vianna | Maria das Dores |
| Osvaldo Baraúna | Honório |
| Edyr Duque | Ruth |
| Fernando Petelinkar | Tibúrcio |
| Rogério Falabella | Nogueira |
| Lucy Ramos | Adelaide de Jesus Coutinho |
| Eduardo Pires | José Coutinho |
| Bruno Costa | Renato |
| Paulo de Almeida | Soldado Antão |
| Bruno Udovic | Vila |
| Fabrício Boliveira | Bastião (Sebastião) |
| Joaquim de Castro | Pedro |
| Alexandre Akerman | Soldado Pedro |
| Harley Vas | Soldado Alcebíades |
| Créo Kellab | Tonho |
| Guilherme Berenguer | Eduardo Tavares |
| Rosa Marya Colin | Balbina |
| Larissa Biondo | Sinhá Moça (criança) |
| Lucas Rocha | Rafael (criança) |
| Milton Gonçalves | Pai José |
| Chico Anysio | Everaldo Mathias |
| Ruth de Souza | Mãe Maria |
| Clementino Kelé | Pai Tobias |
- Elenco de apoio
[editar] Trilha sonora
Capa: Débora Falabella- Sinhá Moça - Leonardo
- Amor Eterno - Gian & Giovani
- É Amor, É Paixão - Chitãozinho & Xororó
- Negro Rei - Cidade Negra
- Quando a Gente Ama - Oswaldo Montenegro
- Mistérios da Vida - Arleno Farias
- Custe o Que Custar - Fagner
- Você e Eu - Fernanda Porto
- Minha Namorada - Maria Bethânia
- Na Ribeira Deste Rio - Dori Caymmi
- Manhãs Bonitas - Guarabyra
- Ser Um Só - Chico César
- Esse Negro Não Se Enxerga - Batacotó
- Camará - Wálter Queiróz
[editar] Audiência
A estreia de Sinhá Moça marcou média de 35 pontos e share de 56%.[1]Teve uma média geral de 33 pontos,[2] e seu último capítulo marcou média de 35 pontos, com pico de 39 pontos e 56% de participação.[3]
[editar] Reprise
Em sua reprise, marcou média geral de 15 pontos na Grande São Paulo.[4][editar] Exibição internacional
Portugal - SIC
Chile - Canal 4 La Red
Argentina - Canal 9
Paraguai - Paravision
Uruguai - Teledoce
República Dominicana - Tele Antillas
Costa Rica - Teletica
Cuba - Canal Habana
México - Azteca 7
Estados Unidos - Telemundo
Canadá - OMNI1
Israel - Canal 4
Roménia - Acasa TV
Timor-Leste - TVTL
Croácia - HRT
[editar] Ver também
- Sinhá-Moça, o livro
- Sinhá Moça, versão cinematográfica dirigida por Tom Payne, protagonizada por Eliane Lage e Anselmo Duarte
- Sinhá Moça, primeira versão da telenovela, com Lucélia Santos e Marcos Paulo nos papéis centrais
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